quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

CAIU NA REDE, É PEIXE


“Você não consegue 500 milhões de amigos sem fazer alguns inimigos”, diz a frase do cartaz promocional de THE SOCIAL NETWORK, que acabei de assistir com a patroa. E é verdade. Aliás, você não consegue fazer 5 amigos sem fazer um inimigo nos dias de hoje, infelizmente.  Alia-se a essa verdade alguns bilhões de dólares e talvez nem um amigo de verdade sobre para contar a história. No caso do filme, sobre a criação do FACEBOOK, essa máxima é muito verdadeira.  

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

POLITICAMENTE CORRETO, MAS NA MEDIDA CERTA


Você já parou para pensar o que teria acontecido com Kal-El, ou melhor, Super-homem, se ao invés de cair no quintal dos Kent ainda bebê fosse parar na caverna de Bin-Laden? Isso só para soar mais atual. Imagina no alto da guerra Fria nosso super-amigo ter ido parar no Kremlin? Histórias com esse universo paralelo já foram tratados nos comic-books do azulão, creio eu, mas como não sou letrato em gibis (me limito aos da turma da Mônica), não posso me enveredar por essa trilha. O ponto a que quero chegar é que, assim como dito no filme MEGAMIND, a frase batida “Os heróis não nascem; eles são feitos!” faz todo o sentido do mundo, ainda mais hoje, com o politicamente correto invadindo a praia de todas as mídias (estavam querendo até censurar Monteiro Lobato, imaginem!).

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

De volta a Magia, mas com moderação


Hoje fui conferir o mais novo – e possivelmente derradeiro – filme da franquia “Crônicas de Nárnia”, o único que eu assisti no cinema, diga-se de passagem.  Apesar de gostar de filmes de fantasia, como não conhecia nada do universo de Nárnia, quando do lançamento do primeiro (“O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa”) no cinema, eu simplesmente ignorei, por achar que seria uma aventura deveras infantil – o que não deixou de ser verdade.

domingo, 19 de dezembro de 2010

DOMINGO A NOITE NO PAÍS DAS MARAVILHAS

Resolvi hoje assistir ALICE, de Tim Burton, um diretor que na minna humilde opinião tem seus altos e baixos. Um alto seria EDWARD, MÃOS DE TESOURA. Um baixo seria PLANETA DOS MACACOS. Eu poderia até citar outros filmes seus que a mídia teria execrado, como SWEENEY TODD e A FANTÁSTICA FÁBRICA DE CHOCOLATES, com seu Willy Wonka alla Michael Jackson. Mas eu não vi e nem quero ver esses filmes. De qualquer modo, o maior alto da carreira desse diretor foi ter lançado ao estrelato um dos maiores atores de sua geração: Johnny Depp.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Sai o primeiro trailer de VELOZES E FURIOSOS 5...

...Mande in Brazil!

Não sou fã da série. Gostei do primeiro filme, que é praticamente uma refilmagem de CAÇADORES DE EMOÇÃO (POINT BREAK, 1991), com o falecido Patrick Swayse e Keanu Reeves.  Já o segundo é um pega pra capá de clichês e correrias sem sentido pelas ruas de Miami. O terceiro, em Tokyo, nem me dei ao trabalho de conferir. Muitos falam do quarto como sendo uma espécie de HIGHLANDER 3, que foi feito para se esquecer a tragédia do 2., ou, nesse caso, do 3. De qualquer forma, também não conferi, não posso dizer se é bom ou ruim. Mas o quinto vale como curiosidade para as cenas gravadas no Rio. Pagar para ver no cinema? Não, não...

Enfim, chega de falação e confiram o trailer, apresentado por Vin Diesel em pessoa.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Infelicidades da democracia

Tenho um amigo que costuma dizer que a democracia é muito linda. Mas no papel. Na prática, ela não funciona como deveria. Não que ele defenda outros meios de governo (se bem que eu desconfio que ele arraste uma asinha pela ditadura militar, rs), pelo contrário! Ele diz isso da democracia mas afirma que mal ou bem é a melhor forma de governo atualmente. E eu sou obrigado a concordar com ele, que a democracia só funciona no papel, pelo menos no que diz respeito ao nosso país.

É só abrir os jornais e revistas, on line ou de papel mesmo, ou ligar a TV no noticiário que vemos ai o mar de lama que é a nossa tão aclamada democracia. “Ah, somos um país jovem!”, uns clamam, quase em uníssono com outros que clamam “Só temos 25 anos de democracia depois da ditatura militar!”,  como se isso justificasse o fato de que o povo até hoje não sabe votar.  O fato é que sim, passamos por 20 anos de ditadura militar, que limou o direito básico do povo ao voto para presidente, mas o direito readquirido com a promulgação da constituinte em 1988, que não só permitiu o povo que vote mas o tornou uma obrigação. E cá entre nós: tudo o que se é obrigado a fazer é muito ruim. O que fazemos por livre e espontânea vontade é bem mais prazeroso. E eu não tenho, sinceramente, prazer nenhum em votar. 

Muitos defendem a permanência do voto obrigatório alegando que o povo brasileiro não está preparado para o voto facultativo. Eles dizem que o voto obrigatório torna o voto de cabresto mais difícil. Eu não vejo assim. Voto de cabresto, uma praga, que nos ronda há séculos vinda do coronelismo dos tempos do Brasil Império, não seria nem mais nem menos favorecido, assim como a compra de votos (prática que eu realmente não entendo, pois, se o voto é secreto, como provar que sicrano realmente deu o voto para fulano?). Mas o maior absurdo disso tudo é você ser OBRIGADO a fazer algo que deveria fazer por livre e espontânea vontade e com consciência - mas claro que não é.

Estou divagando sobre esse tema depois de ter lido hoje a última declaração de nosso (des)governador  Sérgio Cabral, um pária que eu abomino e que eu tenho certeza que deveria estar enfurnado numa cela escura em Bangu 1: “Quem aqui que não teve uma namoradinha que teve que abortar?”. (leia a matéria no O Globo) Essa frase ele teria dito ao se referir a hipocrisia com que o tema aborto é tratado no páis. Eu digo ao nosso estimado fanfarrão que posso levantar minha mão e posso indicar todos meus amigos. Mas não estou aqui para falar só mal do Cabral. Também hoje fomos brindados com a notícia de que Paulo Maluf e Anthony Garotinho foram absolvidos pela justiça eleitoral que os julgava no processo dos “Ficha Limpa”. E também para falar na eleição do (não menos palhaço que os que o elegeram) Tiririca, que foi também absolvido da acusação de ser analfabeto e de ter fraudado sua inscrição na eleição. Poderia ainda citar o ex-Presidente Fernando Collor, que há alguns anos voltou com pompa e circunstância para o cenário político elegendo-se Deputado Federal (e que graças ao bom senso do povo alagoano não vai permanecer lá como Senador) e trocando afagos com o Presidente Lula, seu antigo rival. Exemplos não faltam.

Sinceramente, se ter que eleger o menos pior ou o que “rouba mas faz” é sinal de que somos maduros o suficiente para votar, mas não o suficiente para votarmos se quisermos, e que tudo isso é uma festa da democracia, por favor, parem o mundo que eu quero descer (antes que eu acabe levantando a bandeira da ditadura).



EDIT: Hoje, ao final da tarde, o congresso nacional nos lançou a torta-na-cara de final de ano, ao aprovar o aumento de seus vencimentos. A partir de fevereiro de 2011, presidente, vice-presidente, senadores e deputados federais passam a ganhar o mesmo que os ministros do Supremo Tribunal Federal: R$ 26.723,13. Enquanto isso, o salário mínimo continua R$ 540,00.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Indicados ao Globo de Ouro

Não queria fazer outro post no mesmo dia, mas sou obrigado para não ficar datado, por isso, eis as listas, para TV e para Cinema:

CINEMA

Melhor filme musical ou comédia:
- "Alice no país das maravilhas"
- "Burlesque"
- "Minhas mães e meu pai"
- "Red - aposentados e perigosos"
- "O turista"

Melhor filme dramático:
- "Cisne negro"
- "O vencedor"
- "A origem"
- "O discurso do rei"
- "A rede social"

Melhor diretor:
- Darren Aronofsky, "Cisne negro"
- David Fincher, "A rede social"
- Tom Hooper, "O discurso do rei"
- Christopher Nolan, "A origem"
- David O. Russell, "O vencedor"

Melhor roteiro:
- Danny Boyle, "127 horas"
- Lisa Chaldelinoc and Stuart, "Minhas mães e meu pai"
- Christopher Nolan, "A origem"
- David Seidler, "O discurso do rei"
- Aaron Sorkin, "A rede social"

Melhor atriz em filme musical ou comédia:
- Annette Bening, "Minhas mães e meu pai"
- Anne Hathaway, "Amor e outras drogas"
- Angelina Jolie, "O turista"
- Julianne Moore, "Minhas mães e meu pai"
- Emma Stone, "A mentira"

Melhor ator em filme musical ou comédia:
- Johnny Depp, "Alice no país das maravilhas"
- Johnny Depp, "O turista"
- Paul Giamatti, "Minha versão para o amor"
- Jake Gyllenhaal, "Amor e outras drogas"
- Kevin Spacey, "Casino Jack"

Melhor atriz dramática:
- Halle Berry, "Frankie and Alice"
- Nicole Kidman, "Rabbit Hole"
- Jennifer Lawrence, "O inverno da alma"
- Natalie Portman, "Cisne negro"
- Michelle Williams, "Blue Valentine"

Melhor ator dramático:
- Jesse Eisenberg, "A rede social"
- Colin Firth, "O discurso do rei"
- James Franco, "127 horas"
- Ryan Gosling, "Blue Valentine"
- Mark Wahlberg, "O vencedor"

Melhor ator coadjuvante:
- Christian Bale, "O vencedor"
- Michael Douglas, "Wall Street, o dinheiro nunca dorme"
- Jeremy Renner, "Atração perigosa"
- Geoffrey Rush, "O discurso do rei"
- Andrew Garfield, "A rede social"

Melhor atriz coadjuvante:
- Amy Adams, "O vencedor"
- Helena Bonham Carter, "O discurso do rei"
- Mila Kunis, "Cisne negro"
- Melissa Leo, "O vencedor"
- Jackie Weaver, "Animal Kingdom"

Melhor canção original:
- "Bound to You", "Burlesque"
- "Coming Home", "Country Strong"
- "I See the Light", "Tangled"
- "There's a Place for Us", "Crônicas de Nárnia: a viagem do peregrino da alvorada"
- "You Haven't Seen the Last of Me", "Burlesque"

Melhor trilha sonora:
- Alexander Desplot, "O discurso do rei"
- Danny Elfman, "Alice no país das maravilhas"
- A.R. Robin, "127 horas"
- Trent Reznor, "A rede social"
- Hans Zimmer, "A origem"

Melhor filme em língua não-inglesa:
- "Biutiful", México, Espanha
- "O concerto", França
- "The Edge", Rússia
- "I Am Love", Itália
- "In a Better World", Dinamarca

Melhor filme de animação:
- "Meu malvado favorito"
- "Como treinar seu dragão"
"O mágico"
"Enrolados"
"Toy Story 3"

TELEVISÃO

Melhor série de TV de comédia:
- "30 Rock"
- "The Big Bang Theory"
- "The Big C"
- "Glee"
- "Modern Family"
- "Nurse Jackie"

Melhor série de TV dramática:
- "Boardwalk Empire"
- "Dexter"
- "The Good Wife"
- "Mad Men"
- "The Walking Dead"

Melhor ator de série de comédia:
- Alec Baldwin, "30 Rock"
- Steve Carrell, "The Office"
- Thomas Jane, "Hung"
- Matthew Morrison, "Glee"
- Jim Parsons, "The Big Bang Theory"

Melhor ator em série de TV dramática:
- Steve Buscemi, "Boardwalk Empire"
- Bryan Cranston, "Breaking Bad"
- Michael C. Hall, "Dexter"
- John Hamm, "Mad Men"
- Hugh Laurie, "House"

Melhor ator em série, minissérie ou filme para TV:
- Idris Alba, "Luther"
- Ian McShane, "Pillars of the Earth"
- Al Pacino, "You Don't Know Jack"
- Dennis Quaid, "The Special Relationship"
- Edward Ramirez, "Carlos"

Melhor atriz em minissérie ou filme para TV:
- Hayley Atwell, "Pillars of the Earth"
- Claire Danes, "Temple Grandin"
- Judi Dench, "Return to Cranford"
- Romola Garai, "Emma"
- Jennifer Love Hewitt, "The Client List"

Melhor atriz em série de comédia:
- Toni Collette, "Unites States of Tara"
- Edie Falco, "Nurse Jackie"
- Tina Fey, "30 Rock"
- Laura Linney, "The Big C"
- Lea Michele, "Glee"

Melhor atriz de série de TV dramática:
- Jullianna Margulies, "The Good Wife"
- Elizabeth Moss, "Mad Men"
- Piper Perabo, "Covert affairs"
- Katie Segal, "Sons of Anarchy"
- Kyra Sedgewick, "The Closer"

Melhor filme de TV ou minissérie:
- "Carlos"
- "The Pacific"
- "Pillars of the Earth"
- "Temple Grandin"
- "You Don't Know Jack"

Melhor ator coadjuvante em série, minissérie ou filme para TV:
- Scott Caan, "Hawaii 5-0"
- Chris Colfer, "Glee"
- Chris North, "The Good Wife"
- Eric Stonestreet, "Modern Family"
- David Strathern, "Temple Grandin"

Melhor atriz coadjuvante em séries, minisséries ou filme para TV:
- Hope Davis, "The Special Relationship"
- Jane Lynch, "Glee"
- Kelly McDonald, "Boardwalk Empire"
- Julia Stiles, "Dexter"
- Sofia Vergara, "Modern Family"

E aí? tem algum palpite? já viu todos ou algum dos indicados?

Top 10 dos filmes em cartaz no Brasil essa semana

Talvez esse um post corriqueiro aqui no blog, talvez não, mas taí, como curiosidade, o TOP 10 das bilheterias nacionais.


1. As crônicas de Narnia - A Viagem do Peregrino da Alvorada - R$ 4,4 milhões
2. Megamente - R$ 2,3 milhões
3. Harry Potter e as Relíquias da Morte - R$ 2 milhões
4. A Rede Social - R$ 1,1 milhões
5. Tropa de Elite 2 - R$ 684 mil
6. Muita Calma Nessa Hora - R$ 632 mil
7. Skyline - A Invasão - R$ 251 mil
8. Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos - R$ 230 mil
9. Amor Por Acaso - R$ 176 mil
10. A Sétima Alma - R$ 161 mil

Vale ressaltar ai a permanência do MEGA-BLOCK-BUSTER nacional TROPA DE ELITE 2, em quinto lugar (lembrando que a fita ficou semanas a fio em primeiro lugar e já é o filme nacional mais assistido de todos os tempos, batendo o record de DONA FLOR E SEUS DOIS MARIDOS, há 30 anos no topo) e da comédia de situações brazuca MUITA CALMA NESSA HORA (que eu quero muito ver mas ainda não tive oportunidade - as férias que me esperem!).

Um fato curioso é a qualidade desse TOP 10, que geralmente é encabeçado por filmes ruins mas de apelo popularesco, que atraem geralmente aqueles que vão ao cinema a toda a hora e são o verdadeiro público alvo dos produtores: os adolescentes. Tirando, pelo que eu li e ouvi falar, SKYLINE, que seria uma verdadeira bomba, e AMOR POR ACASO (o que esperar de um filme dirigido por Marcio Garcia e que tem no elenco Dean "superman vesgo" Cain e Juliana Paes?!), todos os filmes tem alguma qualidade a ser exautada. Seria o que pode-se chamar de efeito Oscar, quando filmes pipoca dão lugar a películas mais maduras, por assim se dizer, de olho nas premiações do ano novo (principalmente GLOBO DE OURO e OSCAR)?

Digam ai, o que acham?

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Aprenda a não distorcer sua visão

Há alguns anos, espantando como amigos e familiares assistiam seus filmes em casa, e principalmente como no geral as pessoas não se ligavam para esse fato, visto que em qualquer bar ou restaurante as TVs SEMPRE estavam com a imagem esticada, eu desenvolvi um manual de configuração para DVD Players em TVs 16x9. Na época eu abstrai o sinal 16x9 da TV digital em alta-definiçao (HD) e me concentrei apenas nos reprodutores de DVD mesmo (nem blu-ray eu levei em consideração, visto que eu não tinha e o aparelho não era tão difundido como hoje). Eu sinceramente nem sei se nos  manuais de aparelhos de DVD vêm escrito como e porquê configurar corretamente a saída de vídeo do aparelho, afinal, praticamente ninguém lê manuais, certo? 

Passados esses anos, ainda hoje me deparo com algumas pessoas que simplesmente ignoram o fato de que aquela imagem tragicamente esticada na horizontal não é o padrão a ser assistido em suas TVs. Num restaurante chique da zona sul carioca eu até tentei explicar ao gerente como isso poderia ser feito mas ele simplesmente não entendeu, ou pior, preferiu não entender do que eu estava falando, de tão acostumado ao absurdo que estava. Por isso eu faço questão de fazer um post sobre esse assunto, de modo a ajudar aqueles que querem sim ter uma boa experiência audio-visual em suas casas (se você já tem um blu-ray player, muito provavelmente já não passa por esse problema, além de usufruir da melhor qualidade de imagem e som, ainda mais se tiver um home-theater completo).

Todos que compram ou alugam (ainda) filmes já devem ter percebido que a grande maioria dos DVDs vêm no formato widescreen anamórfico ou mesmo letterbox, mas, o que diabos isso significa? Significa que as boas empresas distribuidoras já se preocupam com a inovação tecnológica e não mutila mais seus filmes, deixando-os como seus criadores o produziram; sem cortes nas laterais. Algumas ainda cometem aqui no Brasil esse crime , favorecendo apenas as TV convencionais 4x3 – e ignorando o fato de que em breve todos terão TV wide em casa.  O que muita gente ignora ainda é como poder assistir seus filmes adequadamente nesses formatos sem o deformarem. Como? Muito simples: todos os DVDs players e recorders no mercado podem através de seu menu de configuração inicial ser configurados para liberar o sinal que vai para a TV em widescreen. Daí, a única coisa com que você precisa se preocupar é com a regulação da “bitola” de sua TV (posições 4x3, 16x9, superwide  e widescreen).

Vamos exemplificar, começando pelo sinal analógico que vêm da sua TV a cabo ou aberta. O formato ainda é 4x3 e é assim que ela é visualizada em sua TV:



Repare que nas laterais há duas faixas verticais pretas,  as pillar bars, pois ali não está recebendo sinal.  Mas muita gente não sabe disso e acaba querendo “corrigir” esse “erro” preenchendo toda a tela, colocando a TV em formato widescreen 16:9, e com isso distorce a imagem. Veja na figura abaixo a coitada da Fátima Bernardes:



O ideal, para preencher tudo, seria colocar a chave da TV em "zoom", mas isso cortaria a imagem no topo e no rodapé, deixando as legendas e boa parte da imagem de fora do campo de visão.

Vamos agora aos filmes (shows também podem se encaixar aqui). Existem no mercado DVDs que vêm com os seguintes formatos: FULLSCREEN  (se quer ter uma boa percepção visual em widescreen em sua TV, fuja como o diabo da cruz desse formato, a não ser que não tenha jeito); Letterbox 16x9 (os filmes vêm em widescreen, mas “envelopados”, sem que se possa alterar seu formato) e widescreen anamórfico (o filme vem configurado exatamente para a sua TV, viva!!!).

Os filmes FULLSCREEN se encaixam naquele exemplo do sinal da TV. Não tem como escapar. Veja um exemplo do filme “HARRY POTTER” mutilado:



E veja agora o mesmo take deformado para preencher todo a tela 16x9:



Os filmes letterbox podem ser visualizados em sua TV wide sem problemas, mas para isso você pode até ignorar a saída do DVD, pois para eles não fará diferença. Limite-se a colocar a chave da TV em "zoom" (você pode perder um pouco de definição com isso, dependendo da sua TV e do seu DVD player). Se o filme for legendado, você também vai sofrer, pois elas ficarão provavelmente fora da área visível da TV.





Para tentar ler as legendas de um filme letterbox, você deve colocar a TV em subtitle zoom ou superwide (TVs Philips têm esse recurso, mas outras TVs também, porém com outra nomenclatura). Isso vai deformar um pouco a imagem, mas não tanto quanto colocar a TV em modo widescreen.


Ou seja, numa escala de 0 a 5, onde 0 é o FULLSCREEN e 5 é WIDESCREEN ANAMÓRFICO, o letterbox estaria ali em 3, no máximo. Mas infelizmente ,em terrabrasilis ,não temos como fugir disso, por enquanto!


O WIDESCREEN ANAMÓRFICO tem basicamente dois formatos, que variam de acordo com a fotografia do filme:  1.77:1, o 16x9 perfeito, que é o padrão do sinal da TV digital , e o 2.35:1 (as vezes 2.40:1 ou maiores). Ambos podem ser visualizados perfeitamente em sua TV WIDE na chave widescreen 16x9, contanto que seu DVD player esteja setado para liberar o sinal em widescreen (ou panorâmico).

Veja o exemplo para um filme 1.77:1 (o exemplo serve também para o formato 1.85:1*):



Veja que toda a tela é preenchida sem distorções (o que na teoria seria possível apenas para filmes com a proporção 1.77:1). O que acontece é que os filmes 1.85:1 já vem configurados com o que podemos chamar de folga, tanto para cima, quanto para baixo, captados do negativo original, o que permite que, quando colocamos a chave da TV em wide, o filme se adapte perfeitamente, pois essa folga fica para fora do écran e não prejudica o formato original. Esse efeito podemos ver também no sinal da TV, que sempre tem uma folga para todos os lados, e não somente para cima. Você pode fazer esse teste em sua TV: coloque a chave em 4x3 no canal de sua escolha e vá “fechando” com o controle remoto (cada TV tem o seu método específico) até que a tarja preta do sinal apareça. Isso se deve porque mesmo as TV convencionais em 4x3 têm diferenças entre si. Não a toa o formato está morrendo...

Veja agora um exemplo com o filme “HARRY POTTER”  em formato 2.35:1.



Sim, as tarjas pretas aparecem, porque o formato não é wide, e sim CINEMASCOPE, inventado na década de 1950* pela FOX para tornar os filmes mais grandiosos, para competir com a TV. E deu certo!

Mas como é que funciona esse sistema? Simples:

Eis o que o DVD player faz com a imagem do seu DVD:



Ele estica a imagem do DVD para cima e para baixo de modo que você possa na sua TV esticá-la para os lados, tendo como resultado  o perfeito formato wide que você assistiu originalmente (ou não) no cinema.

É isso, só isso! Espero que tenha aproveitado esse tutorialzinho e, de quebra, se você gostar de comprar filmes, como eu, comece a boicotar sem dó nem piedade TODOS os filmes que vierem em FULLSCREEN*. Seus olhos agradecem. E só assim as distribuidoras que insistem ainda nesse formato arcaico vão se mexer e atender melhor nós, consumidores brasileiros.

PS: Só para matar a curiosidade, os Blu-ray disc já são preparados para a TV widescreen, por isso os players já vêm configurados, cabendo a você, sabe-se lá por que motivo, mudar a configuração.  Não que infelizmente não existem BDs mutilados no mercado (como é o caso de CRASH - NO LIMITE e OS OUTROS, mas eles foram mutilados do formato 2.35:1 para o 1.77:1, ou seja, o 16x9 está virando o novo FULLSCREEN).

* o formato 16x9 só foi inventado pela PARAMOUNT no final da década de 1940, portanto todos os filmes anteriores a essa época são 4x3. Em 1953 a FOX, em resposta a Paramount, inventou o CINEMASCOPE 2.35:1. E o cinema só teve a ganhar. Há diversos formatos mundo afora, como o padrão europeu 1.66:1 ou o formato americano de 1.85:1, comum em muitas produções. Para a TV digital optou-se pelo padrão 1.77:1 (16x9).

domingo, 12 de dezembro de 2010

Consumo consciente: direitos e deveres do consumidor

Aproveitando o post sobre pirataria, que gerou uma pequena discussão sobre direitos do cosumidor, vou postar aqui um vídeo de um colega colecionador de DVDs e BDs, que recentemente teve problemas numa compra on-line de um produto eletrônico que estava claramente USADO (com marcas de dedo e arranhado, problema pelo qual eu já passei). 

Bem, não tenho muito o que dizer, pois o Ricardo disse tudo. Assistam ao vídeo e comentem!

sábado, 11 de dezembro de 2010

Orgulho do papai!

Vou pedir licença nos posts culturais (ou não, rs) para dizer que ontem, dia 10/12/2010, minha filha Julia, de 5 anos, se formou no ensino infantil (Jardim III), numa cerimônia na qual ela foi oradora!!! Sim, mesmo antes do C.A. (na minha época era C.A., curso de alfabetizaçção, que hoje é conhecido como primeiro ano do ensino fundamental), ela já sabe ler muita coisa!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

...e uma garrafa de rum! (mande in China)



Dia desses li no jornal que uma nova campanha anti-pirataria do governo estará sendo veiculada nos cinemas e, muito provavelmente, também nos DVDs e até nos BDs vendidos diretos ao consumidor.

Sobe aí o som de uma agulha arranhando o disco! (sim, sou do tempo da agulha e do vinil).

COMO É QUE É?! Desculpem meu “francês”, mas será que esses caras não entendem porra nenhuma do mercado? Que sentido faz eu PAGAR para assistir um filme no cinema ou COMPRAR um filme para assistir quantas vezes eu quiser em casa e ser obrigado a assistir uma propaganda contra aquilo que eu NÃO FIZ?! Será que é essa a melhor maneira de se combater a pirataria, um mal incrustado em nossa sociedade, em todas as classes?  Não, né? Não... NÃO!

A pirataria, seja de filmes, roupas, tênis, TV a cabo, bebidas e remédios, é crime em todo o mundo. No Brasil, ao contrário do que muitos pensam, ela não está restrita aqueles indivíduos de mais baixa renda. A pirataria no Brasil é cultural; está impregnada na alma do brasileiro, que, malandro, quer sempre tirar vantagem em tudo. “Para que eu vou pagar R$ 19,90 num filme na Amaricanas.com quando eu posso pagar só R$ 5 no camelô? É só um filme, né?”. Ou “por que pagar R$ 150 de NET por mês quando eu posso comprar um aparelho que decodifica o sinal para mim por 5 x R$ 115?!”. Citações como essas não faltam.

Muito se discute sobre como combater a pirataria. Alguns defendem diminuição de impostos,  que sim, são cobrados absurdamente no Brasil, outros alegam que os empresários são gananciosos demais e querem sempre lucrar 200% em cima de um produto. Na verdade as duas justificativas são verdadeiras, em termos de Brasil: pagamos sim muitos impostos (sem ver o retorno deles) e também nossos estimados empresários são gananciosos as pampas. Só para dar um exemplo de algo que eu gosto de colecionar (DVDs e BDs), um filme em lançamento aqui custa entre R$ 79,90 e R$ 99,90 (preços relativos ao blu-rays), enquanto que nos EUA o mesmo filme, e até numa edição muito mais caprichada, custa entre R$ 30,00 e R$ 40,00. Uma edição especial então, como a comemorativa dos 45 anos de “A noviça rebelde”, lá fora está custando US$ 60,00 (cerca de R$ 107). Sabe quando está custando a mesma edição aqui, igualzinha? R$ 350,00. Diga ai: quanto disso é imposto? Serio. Quanto?

Linda edição de A NOVIÇA REBELDE, que aqui custa os olhos da cara.


Claro que o preço final do produto não é o motivo principal da pirataria; visto que, como eu já disse e pode ser constatado por qualquer um, não somente os mais pobres compram produtos piratas. Mas certamente ele tem algum peso nessa parada. A solução? Não existe, sinceramente. Não a curto ou médio prazo.  Mas certamente campanhas que atingem aqueles que PAGAM pelo original estão longe de ser o ideal.

Só para citar um exemplo de campanha positiva, recentemente adquiri na Amazon do Reino Unido, por módicos R$ 104,00 (40 libras) o Box comemorativo dos 25 anos de DE VOLTA PARA O FUTURO (uma lata que, além do filme numa linda apresentação, veio cheio de mimos). Ao colocar o filme, a primeira coisa que foi exibido foi uma vinheta com um THANK YOU FOR BUYING THIS PRODUCT (“obrigado por comprar esse produto”), justificando que com esse ato eu estaria colaborando com a industria cinematográfica local.  Simples e eficaz.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Como lucrar duas vezes por um único filme

Como prometido em meu post inaugural, vou falar hoje sobre o novo filme da saga do bruxo mais famoso do mundo (depois de Paulo Coelho): Harry Potter.


Deixa-me antes de mais nada esclarecer algo bem importante: eu sou fã da saga criada pela britânica J. K. Rowling.  Li todos os livros, emprestados de minha irmã. O  primeiro foi há exatos dez anos. Sim, era um livro infantil. A história era infantil. Os personagens eram infantis, mesmo aqueles que já estavam na adolescência (aliás, os adolescentes hoje são muito mais infantis do que as crianças propriamente ditas). Mas a magia que envolvia toda a história era empolgante e ao término da leitura me senti mais leve, como se o mundo fosse um lugar lindo, sem violência, sem maldade. Logo emendei a leitura no segundo, que eu nem gostei tanto (assim como o filme, é o pior da série) e no terceiro. A partir desse a coisa pegou. Ora, onde estava aquela linda historinha infantil, com final feliz e esperançoso? Confesso que algumas passagens, principalmente a dos dementadores, eram bem assustadoras e cheguei a ter pesadelos com esses troços. Verdade. Eu, burro velho, no alto de meus 26 anos, tendo pesadelos com personagens fantasiosos. Que puta escritora é essa J. K. Rowling, hein! Imputar sensações e até mesmo pesadelos em seus leitores não é para qualquer um.

Mas algo aconteceu. Após um razoavelmente bom quarto livro, eis que ela veio com a mania de grandeza dos grandes épicos e nos brindou com um quinto livro com mais de 600 páginas onde nada de importante realmente acontecia, como uma “barriga” de novela, quando os autores enchem lingüiça para esticar a trama devido a audiência. O mesmo se repetiu então no sexto e no sétimo e último volume da série. O que dona Rowling não se deu conta era que ela não estava escrevendo uma novela que deveria ser esticada ao máximo, e sem conteúdo. Isso levou a passagens enfadonhas e que em nada acrescentavam a trama de Harry Maconheiro (ops! Potter... Pott... maconha???), tanto que nos filmes foram extraídas sem dó nem piedade pelo estúdio (Warner). Desculpem-me os fãs ardorosos, que nunca vêem defeitos em seus ídolos, mesmo que eles estejam lá, na cara, mas a visão crítica deve prevalecer: sim, o sexto e o sétimo livros poderiam ser BEM menores. Nada justificava ali mais de 700 páginas.

O que nos leva, finalmente, depois de toda essa verborragia, ao assunto do post: o último filme da saga HARRY POTTER (atenção para SPOILERS! Se você não viu o filme, pare por aqui).

.
.
.

Vou ser direto agora: não gostei muito do filme. Sério. Não gostei. Não que ele seja de todo ruim, tem boas passagens, uma ou outra boa cena de ação, mas assim como no livro, muita, mas muuuuita enrolação. Até cenas totalmente desnecessárias foram escritas apenas para o filme, como a da dancinha “vergonha alheia” de Harry e Hermione (ah, Hermione...) na cabana. Pra quê?! Eu respondo: para se fazer necessário um filme de mais de 4 horas de duração.

Antigamente, os grandes épicos como Ben-Hur, ...E o vento levou e Os Dez Mandamentos tinham mais ou menos essa duração e não havia a necessidade de se dividi-lo em dois. Digo, eles eram divididos sim, havia um interlúdio ou “intermission” entre as partes, mas durante a mesma sessão, para que os espectadores pudessem esticar as pernas, ir ao banheiro, comprar algo na bomboniere. Mas se pagava apenas um ingresso.  Hoje, tempos modernos, o lucro fala bem mais alto, então, pensam os produtores, “para que cobrarmos apenas um ingresso quando podemos cobrar dois?!”. Pois foi isso o que fizeram. E fizeram infelizmente adaptando o único livro em que isso não se fazia necessário.  Não mesmo. “AS RELÍQUIAS DA MORTE”  é um livro que poderia, sem dó nem piedade, ser pelo menos um terço menor do que ele é. Praticamente em toda a primeira metade dele, e por conseguinte do filme, nada acontece. Nada que não pudesse ser bastante resumido e que caberia assim, sendo bem gentil, em cerca de 40 minutos de projeção.  O resultado foi um filme longo, com pouco mais de duas horas de duração, arrastado, e que terminou na melhor parte, deixando um gancho muito bom (ponto para os roteiristas!) para o próximo, que só deve chegar as telas daqui a seis meses. Se você estava na sessão das 18 horas do Roxy, em Copacabana, no dia 24 de novembro e ouviu um “NÃOOOO!” bem alto quando a tela fica preta e os créditos começam a subir depois que Voldemort pega a varinha das mãos do profanado defunto Dumbledore, já sabem: fui eu.

Então, se você não for um fã ardoroso e não viu o filme ainda, espere. Daqui a seis meses, quando a segunda parte for lançada, alugue o DVD (se você já entrou no mundo da alta-definição, alugue um BD), assista e vá para a sessão de cinema em seguida. Aposto que sua experiência vai ser mais gratificante que a minha. E um aviso: a segunda parte da história, pelo menos no livro, é FODÁSTICA! Seqüências épicas de dar gosto de ler – e, espero, de assistir.

PS: quero só saber como os roteiristas vão explicar a idade dos personagens adultos, como o professor Snape, que apenas no último livro, ficamos sabendo estar na casa dos 40 e poucos, mas cujos atores já passaram há muito tempo dos sessenta.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Vai começar a bagaça!

Pois é, fui vencido.  Tentei, juro que tentei me ver livre desse mundo, dessa blogosfera que tomou conta nos últimos anos da Internet.  Tanto que nem página pessoal mais eu tinha, apenas um site profissional, que mantenho a trancos e barrancos (o layout é de 2006, o que em termos de internet é o equivalente a Idade Média!) onde eu coloco meus trabalhos como designer (principalmente web), um ou outro artigo  que eu escrevi sobre o tema design (nem sei quando foi o último, mas certamente tem mais  de um ano) e meus textos que, um dia, talvez sejam publicados e lidos por muita gente (pra quem não sabe, além de designer, por formação, sou escritor, por hobby, tendo já registrado na Biblioteca Nacional dois romances, um conto e alguns roteiros). O fato é que dei o braço a torcer e entendi que para ser ouvido (e lido, claro) eu precisava me expor, não somente comentando blogs alheios (não que eu seja assíduo freqüentador de blogs, apenas acompanho um ou outro sobre cinema, cultura, mundo nerd, ou babaquices desse universo escatológico que é a internet); eu precisava ter mais espaço para escrever aquilo que me desse na telha sem limite de caracteres (não, não falo do Twitter) e sem risco de parecer mais um troller.

Tudo isso posto aí em cima, eu precisava então de um assunto pertinente; algo que fosse interessante e atual. Eu poderia começar falando do assunto da semana passada, que foi a tomada do Complexo do Alemão pelas forças de segurança no estado do Rio, ou poderia falar da estréia da parte 1 do último filme do Harry Potter (algo sobre o que eu pretendo ainda falar), mas isso já tem duas semanas. Cheguei a perguntar a essas minhas colegas de trabalho que tanto me incitaram a começar esse blog sobre o que afinal eu poderia falar que fosse interessante para um primeiro post que não somente uma mera apresentação (falando nisso, se você não sabe ainda, me chamo Rafael Poggi, tenho quase 35 anos, sou formado em desenho industrial pela UFRJ e trabalho atualmente como arquiteto de informação e analista de requisitos ). Eis então que um colega aqui chega feliz da vida ao trabalho e espalhando aos quatro ventos, e mostrando para quem quisesse ver, seu mais novo brinquedinho, um auto-presente de Natal antecipado: um iPad, o gadget do momento!

Mas afinal... o que é um iPad?!



O iPad é um ‘tablet PC’, um pequeno computador, de tela tátil (touch screen) de alta resolução, indicado para a consulta de correio eletrônico, navegar na Internet e para a leitura de jornais e livros.  Só.  Sim, isso mesmo. Só isso. Nada que um iPod ou iPhone ou qualquer outro smartphone já não fizesse também.  A única vantagem ai é sua tela maior (cerca de 12 polegadas), o que, convenhamos, passaria a ser uma desvantagem, pois teríamos que ter sempre uma mochila ou bolsa a tira-colo para  leva-lo (no bolso não cabe mesmo, nem naquela sua velha calça cargo).

No Brasil, esse brinquedinho, em sua versão mais básica, está saindo por módicos R$ 1.700,00 (divididos em 10 vezes sem juros no seu cartão!!!). Vou repetir: R$ 1.700,00, o preço de uma SUPER-MÁQUINA, um PC desktop de última geração, ou mesmo um ótimo  notebook. E até mesmo um outro tablet de outra marca, mas com muito mais utilidades. “Ah, mas é um Apple, né?”, diriam alguns. “Ah, mas da pra levar pra tudo quanto é lugar!”, diriam outros, e a esses eu digo: leva pra praia, leva! Não que alguém em sã consciência levaria um computador para a praia, mas, oras! Estamos falando de um tablet, de um media player, se muito! Não é para isso que ele serve? Ou você vai usa-lo em casa? Me desculpe se você disser que sim, mas em casa, sinceramente, meu notebook me serve muito bem quando não estou a fim de ficar sentado no escritório a frente de meu desktop e quero relaxar no sofá ou na cama enquanto confiro um e-mail ou leio algo no jornal on line, ou um blog!

Sei lá, pode parecer pura implicância minha. Talvez até seja recalque por não poder priorizar a compra de um brinquedinho desses e com ele presentear minha mulher no Natal. Entenda: se eu tivesse alguns milhares de reais sobrando na conta, ou mesmo milhões (alô, alô Mega Sena de Ano Novo!), talvez eu comprasse um desses, mas apenas por um ímpeto consumista. Como não tenho, não me faz falta, ou talvez somente eu me sinta melhor ao dizer que não me faz falta. Até há poucos anos atrás (poucos mesmo!) eu não fazia questão sequer de ter um telefone com câmera fotográfica, quando alguns amigos meus já tinham os seus com câmeras de 5 Megapixel e sonhavam com um iPhone. Eu simplesmente não via necessidade disso! Hoje, claro, eu tenho um telefone com uma câmera razoável, mas ele não é um smartphone, muito menos um iPhone, mas me serve perfeitamente para aquilo a que ele se propõe: fazer ligações. E, oportunamente, tirar uma foto de um flagrante no meio da rua (nada que eu precise que tenha ótima resolução para imprimir, digo, “revelar”). Não que eu não deseje eventualmente ter um desses telefones tochscreen que têm até acesso a TV digital. Simplesmente não me faz falta.  Assim como não me faz falta ter um iPad (ou mesmo outro tablet).

Quando o iPad foi lançado, a Apple vendeu três milhões e meio de unidades em um mês e meio.  Não duvido que um número expressivo como esse seja repetido aqui em terra brasilis. Afinal, tudo o que é produzido na Capital chega na colônia, como bons vassalos consumistas que somos. A esses milhares, talvez milhões, de tupiniquins que vão gastar uma pequena fortuna nesse aparelhinho que já chega ancião ao nosso mercado, eu digo: vão fazendo ai seu pezinho-de-meia que a Apple já já estará lançando no mercado o iPad 2. Com algumas funcionalidades a mais, talvez, tudo para justificar uma nova compra. As próximas 20 gerações de Steve Jobs agradecem.

E você, o que acha? Comenta ai!
Ocorreu um erro neste gadget