quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Dublado x Legendado: Os benefícios da escolha

Você gosta de cinema? Você prefere filmes legendados ou dublados? Parece uma pergunta muito simples e na verdade, sim, é simples, assim como sua resposta. Seja ela favorecendo os filmes legendados ou favorecendo os filmes dublados, é pura e simplesmente uma questão de gosto, certo? Por mim, certo. Mas algumas pessoas, ditas especialistas no assunto, estão publicando matérias na imprensa e on line (blogs) defendendo um ou outro ponto de vista e ainda agredindo desnecessariamente aqueles que pensam diferente delas. Sim, Pablo Villaça, falo de você também.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Lei 12.485/2011 - Incentivo x Imposição

Há cerca de 10 dias a Presidente Dilma Roussef sancionou a chamada Lei da TV por Assinatura, outrora conhecida apenas como PL 29, que, entre outras diretrizes, impõe uma cota para os canais estrangeiros que exibem documentários, séries, filmes e animações exibirem produções nacionais em horário nobre por um mínimo de horas semanais, que começa em 1h10min já em 2012 e chegará a 3h30min até 2014. Se por um lado isso é ótimo para fomentar a cultura nacional e incentivar a produção áudio-visual brasielira, hoje banalizada e centralizada em praticamente um monopólio, seja de estilo (telenovela), seja de produtora, por outro lado ressuscita,  como pregam os desafetos da Lei, o temor da censura e do controle da mídia.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

E o ciclo recomeça: tá na hora de não desgrudar da "telinha"

Foi dada a largada essa semana (com direito a uns apressadinhos que já estreiaram semana passada) a mais uma FALL SEASON na TV americana. O que isso quer dizer? Bem, para os que acompanham os seriados pela TV a cabo, ou pior ainda, pelas redes de TV aberta, isso não quer dizer muita coisa. Mas para aqueles não gostam de esperar e dispõe de uma internet com boa conexão, é hora de averiguar o que a TV americana trouxe de novo esse ano e, claro, voltar a acompanhar o seu(s) tão amado(s) seriado(s) praticamente simultaneamente com os gringos. Sem querer fazer aqui apologia qualquer a pirataria (mesmo porque eu não considero isso como pirataria, perdoem-me os puritanos), aqui vai a lista dos seriados que eu acompanho e de algumas estréias que, pela sinopse, podem render mais algumas horas "viajando aos EUA semanalmente para gravar e trazer para ver em casa com a patroa" (em vermelho os shows que estréiam sua primeira temporada):

terça-feira, 13 de setembro de 2011

O bom e sempre atual cinema de entretenimento

Com o tempinho frio, nada melhor do que um bom filme na TV. E foi exatamente o que eu fiz esse final de semana. De minha coleção lancei mão de um clássico oitentista em blu-ray, liguei meu Home-Theater e me aconcheguei no sofá, devidamente munido de guloseimas e até um cafezinho para esquentar.  Após a mensagem de agradecimento pela compra do filme (algo muito melhor do que as propagandas anti-pirataria do "troco em bala" que comumente vêm nos produtos nacionais COMPRADOS!), o menu foi exibido com os acordes mais do que clássicos da trila de Alan Silvestri e não titubeei:  cliquei em inicar de uma vez! Carregamento concluído (o Blu-Ray tem disso...), o símbolo antigo da Universal encheu a tela e logo vieram os letreiros. Nada de som, nada de trilha.  Apenas: Steven Spielberg presents a Robert Zemeckis film. BACK TO THE FUTURE.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

A vez dos anjos brazucas

Há muito esquecidas, principalmente em terras tupiniquins, onde, convenhamos, o hábito de leitura nunca foi – infelizmente – o forte do povo, ou mesmo relegada a um nicho, histórias fantasiosas, com dragões, magos, monstros, vampiros e, claro, anjos, voltaram para ficar. A bem da verdade, elas nunca se foram, mas graças a uma certa autora inglesa de sobrenome Rowling, crianças, jovens e, por quê não?, adultos redescobriam tais personagens e estão consumindo cada vez mais histórias com os mesmos, relegando a segundo plano a qualidade dos textos com eles apresentados (não vou nem entrar no mérito dos vampirinhos emos purpurinados que brigam com lobisomens saradinhos pelo amor de uma “donzela” sem sal).

Felizmente, no Brasil, temos um autor que nos salvou da mesmice vinda a tira-colo do sucesso de Rowling e que nos apresentou a um outro universo, um já explorado, é verdade, por outros autores, mas nunca antes na história desse país (parafraseando nosso ex-Presidente). Unindo misticismo, história e, claro, religião, mas nunca fazendo apologia a qualquer uma sequer, Eduardo Spohr, a quem com orgulho chamo de amigo há 30 anos, dá uma pitada de tempero brasileiro e cria uma aventura rica em detalhes, texturas e lirismo. Com “A BATALHA DO APOCALIPSE” ele mostrou ao que veio e provou que nesse país é possível sim vencer com seu talento mesmo sem apadrinhamento. Não à toa, traspassou a barreira da internet, onde fez seu nome, e vendeu mais de 150 mil exemplares de seu primeiro romance, com direito a edição especial ilustrada e capa dura, feito que nem J. K. Rowling com sua cria Harry Potter conseguiu por essas terras.

Agora, ele revisita esse universo com o que promete ser o primeiro de uma trilogia (ou até quadrilogia) e que nessa semana de lançamento já ocupa o sexto lugar em livros mais vendidos no país (segundo O GLOBO): “FILHOS DO ÉDEN – Herdeiros de Atlântida”. Avesso a continuações caça-níqueis, Eduardo lança mão de uma nova história, com novos personagens (apenas cita alguns presentes no seu rico romance de estréia, mas apenas para ilustrar uma situação) e condensa a trama (são pouco mais de 400 páginas frente aos quase 700 de “A Batalha...) com mais ritmo, aventura, muita ação e até uma pitada de romance (mas bem sutilmente). Estão lá ainda os flashbacks que remetem a passagens históricas importantes, como as Primeira e Segunda Guerras Mundiais, e que auxiliam a entender quem é o anjo renegado Denyel, o anti-herói que auxilia Kaira (uma anjo com amnésia) em sua missão para encontrar o reino perdido de Altântida e lá achar respostas que poderão por fim a Guerra Celestial que já dura eras. 

Muito bem escrito, lançando mão até de clichês  bem empregados ao contexto, "FILHOS DO ÉDEN – Herdeiros de Atlântida" é leitura obrigatória para todos que gostam de fantasia, aventura e história, mas também vai agradar a quem simplesmente quer fugir da realidade com uma leitura dinâmica, mas nem por isso pobre em conteúdo – muito pelo contrário! Que venham logo os volumes 2, 3 e quiçá o 4!

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Se você estiver no Rio de Janeiro no próximo dia 11 de setembro, não perca  a tarde de  autógrafos com Eduardo Spohr no estande da Ed. Record, na Bienal do Livro.


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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Uma viagem transcendental


Terrence Malick é um diretor enigmático. Definitivamente, não é um diretor para as massas. Ponto. O cinema que ele faz é intrínseco, pessoal, poético e até filosófico. Ele investe seu corpo e sua alma em seus projetos, não a toa só lance uma obra a cada 5 ou 6 anos, ou até mais (de “Days of Heaven”, de 1978, até “Além da Linha Vermelha”, seu filme mais badalado, foram 20 anos!). E muito provavelmente isso explique a perfeição e lirismo com que ele nos brinda em seus projetos (até mesmo o insosso “Novo Mundo” tem algo de belo e definitivamente profundo que faz o espectador  refletir). “ÁRVORE DA VIDA” pode ser definido então como a sua obra-prima (até então), pois mostra o amadurecimento de um diretor que não está aí para os holofotes, mas que ama de verdade o seu ofício e quer com ele transmitir algo de bom para o mundo.
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