sexta-feira, 27 de abril de 2012

Cotas raciais num país sem raça


Numa manobra extremamente populista, em pleno ano eleitoral, Supremo Tribunal Federal, cujos magistrados não são eleitos pelo povo, mas indicados por quem o povo elege, decidiu pela constitucionalidade das Cotas Raciais em universidades.

Os que defendem a absurda lei alegam que ela vem reparar séculos de exclusão social num país cuja Constituição diz que todos são iguais perante a lei, independente de cor de pele, e credo e classe social (o que todos sabemos que não é verdade, não na prática).  Na minha humilde opinião isso é pura balela. Se a lei supostamente está defendendo aqueles que sofrem por conta de sua condição racial, não estaria ela mesma segregando esse grupo e, pior ainda, inflando mais ainda o discurso racista ao dizer que apenas com uma cota esse mesmo grupo poderia entrar na universidade pública? Sim, é isso mesmo! A lei está dizendo que se você é negro (ou afro-descendente, vá lá), mulato, pardo, “moreninho”, você é um coitado que não tem condições de estudar para passar para uma faculdade de bom nível. E por isso mesmo você tem o direito de tirar uma vaga de um branquelo, filhinho-de-papai, mauricinho que teve a sorte de nascer com a cor certa e apenas por isso teve condições de estudar em boas escolas e com isso angariar conhecimento suficiente para passar para uma faculdade federal.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Cinema show de bola


Romário? Ronaldinho Gaúcho? Adriano? Felipe Bastos? Todos esses são fichinha perto de Heleno, o Maldito. O filme de José Henrique Fonseca (do ótimo “O Homem do Ano”), escrito por ele e por Fernando Castets e Felipe Bragança, conta de maneira, se não cem por cento fidedigna, mas muito honesta a queda deste que foi um dos maiores jogadores de futebol do Brasil, na década de 1940. Heleno foi o precursor dos futebolistas farreiros da atualidade. Primadona convicto, ele se considerava o único jogador do Botafogo, seu time do coração, pelo menos o único com talento e amor a camisa e negava-se até a treinar por conta disso (Alô, Romário?). Colocava sem pudores a culpa em todo o time, até no técnico e nos dirigentes, caso o alvi-negro falhasse. Além disso era um boêmio, um bon-vivant galanteador. Culto e educado, advogado de formação, colecionava conquistas amorosas, até mesmo depois de casado, e  não dispensava um bom champagne no Copacabana Palace.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Mais espelhos

Aproveitando o post de ontem sobre o (fraco) filme "Espelho, Espelho meu", deixo aqui um video que achei por acaso no Vimeo que ilustra de forma muito divertida a briga diária que 10 em cada 10 mulheres (acredito que até Gisele Bündchen sofra desse mal) tem com o espelho.


Gostou? Não?! Comenta ai!

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Espelho fajuto


Espelho, espellho meu, existe filme infantil mais chato do que o seu? Sim, existe! Isso porque ainda há no mundo da sétima arte uma máxima a ser derrubada, queimada e entrerrada com uma pá de cal que diz que filmes infantis têm que tratar crianças como debilóides. “Mirror mirror”, do indiano  Tarsem Singh , na verdade tenta escapar dessa sina mas não consegue muito.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

PAZ GUERREIRA


Escrever sobre filosofia, acredito, não deva ser tarefa fácil. Mais difícil ainda conquistar leitores que não sejam estudiosos dessa cadeira. O curitibano Talal Husseini conseguiu, porém, escrever uma história atemporal com requintes épicos e profundos ensinamentos filosóficos. 

Em suas mais de 700 páginas, Talal reuniu uma gama de personagens cativantes, não obstante alguns deles deveras caricatos, como se quisesse espelhar neles os mais diversos defeitos e qualidades presentes na humanidade.  Lançando mão de ensinamentos adquiridos ao longo dos anos na arte marcial Nei Kung (onde  a filosofia alia-se ao aspecto marcial na busca de valores atemporais como justiça, ética e sabedoria) e mais do que isso, dos ensinamentos da escola grega de dramaturgia, ele conta a jornada do herói de forma quase ipsi literis, e provavelmente  por isso muitas semelhanças com elementos de outras aventuras da literatura e do cinema, que podem até soar como plágio, aparecem no decorrer da narrativa e o leitor mais atento vai logo perceber isso. “Super-homem”, “Senhor dos Anéis”, “Guerra nas Estrelas” e até mesmo “Matrix”, este o exemplo mais pop, por assim se dizer, da união da filosofia com a sétima arte, podem ser identificados na história.
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