quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Então é Natal (e um ano novo também)


Não, não vou começar a cantar o hit (sic) de Simone, não obstante a música original do mestre John Lennon ("And so this is Christmas") esteja sempre atual e proporcione momentos de reflexão. Na verdade esse post não é sobre o Natal e no momento em que o escrevo estou escutando Bob Marley, outro mestre, pelo Grooveshark.  Esse post é para saudar a todos, não somente os que estão lendo agora, mas todos no planeta.  É uma ode ao ser humano, e suas realizações ao longo da história, as passadas e as que estão por vir.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Breaking Bad - uma obra prima


Imaginem um roteirista chegar a uma rede de TV com a idéia de um seriado sobre um professor de Química de meia idade, um gênio incompreendido,  que descobre que está com câncer de pulmão e tem menos de dois anos de vida. Sem perspectiva alguma, principalmente financeira (ei! ele é professor!) ele descobre junto com um ex-aluno drogado que fabricar e vender meta-anfetamina pode ser a solução para todos seus problemas, principalmente os financeiros, e a chance de deixar a sua família segura após sua morte. Bem, esse roteirista seria no mínimo escrachado pela surrealidade de sua ideia. Pois é essa a história de Vince Gilligan, que recebeu alguns nãos mas não desistiu de seu sonho. Sem mudar uma vírgula de seu projeto inicial, ele insistiu e acabou convencendo os executivos do canal a cabo americano AMC a apostarem em seu piloto. 

O resto é história.


(SPOILERS A FRENTE, CUIDADO!)

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Mobilidade sem rumo

Recentemente uma pesquisa mundial apontou o Rio de Janeiro como detentor do terceiro pior trânsito do mundo! Passamos - vejam só! - São Paulo! Não tenho dúvidas de que em breve chegaremos ao primeiro lugar. De posse desses dados, organizaram um Hangout (ferramenta do Google que permite vídeo conferências pela internet) com alguns especialistas em mobilidade urbana e urbanismo e com o próprio prefeito do Rio, Eduardo Paes. Muito interessante ver que nosso alcaide, mesmo com os modestos avanços na questão da mobilidade pública, ainda tem idéias muito arcaicas sobre o tema, insistindo, por exemplo, no modelo Ônibus-BRT-VLT como a solução a curto prazo para o problema. Pobre de nós, cariocas e moradores do Rio...

Bem, o vídeo foi gravado e está disponbilizado abaixo.

 

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Piratas pirados e um capitão sagaz


O chifre da África, como é conhecida  a região naquele continente onde está o miserável país chamado Somália, banhado pelo oceano Índico, é uma das regiões mais perigosas para se navegar, justamente por conta da ameaça de ataques piratas. Tanto que capitães de todas as embarcações que invariavelmente têm que passar por ali são avisados para irem o mais longe possível da costa. Mas não foi isso que nosso dito herói, o Sr. Richard Phillips, a.k.a. Capitão Phillips, fez. O resultado: colocou toda a sua carga e a sua tripulação em iminente risco e acabou ele mesmo refém dos meliantes que eventualmente tomaram de assalto seu navio cargueiro (um ato que no filme, escrito por Billy Ray, baseado no livro escrito pelo próprio Phillips, soou um tanto quanto altruísta, mas, dizem, não foi tão altruísta assim).

O diretor Paul Greengrass, egresso de umas das trilogias de ação mais arrebatadoras do cinema (IDENTIDADE BOURNE, SUPREMACIA BOURNE e ULTIMATO BOURNE), sabia do potencial que tinha em mãos (além do excelente roteiro - era uma história real! - ele tinha Tom Hanks no papel principal) e lançou mão do que sabe fazer de melhor: cenas de ação, recheadas de tensão. E não se amedrontou diante da máxima que filmes passados no mar são fadados ao fracasso, haja vista a dificuldade de se produzi-los (exemplos de fiascos não faltam, como Water World, argh!). Ele criou um ambiente claustrofóbico dentro do navio e do baleeiro (barco salva-vida) e pôde focar sua câmera nos atores, em closes, exigindo deles o máximo. Tom Hanks é sempre Tom Hanks, não há como negar seu talento nato e merecedor de todas as láureas que  recebeu até então. Mas é Barkhad Abdi, que interpreta o pirata Muse (uma espécie de Zé Pequeno somaliano) quem rouba as cenas. Apenas com um olhar ele conseguia exprimir seu ódio e frustração ao mesmo tempo por encontrar-se naquela situação. Não há, por isso, como não simpatizar com o sujeito, sua coragem, sua sagacidade e até sua ingenuidade infantil mediante os experientes marines americanos.

Realidade x ficção a parte, CAPITÃO PHILLIPS é um dos melhores filmes desse insosso ano de 2013 e forte concorrente as principais premiações de 2014, como Globo de Ouro e Oscar. Direção, atuação, montagem, trilha sonora, fotografia, edição de som... Todos merecem ser indicados.


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

No espaço, ninguém pode te ouvir



No espaço, ninguém pode te ouvir. Aliás, pode, por rádio. Mas ninguém pode fazer nada por você caso alguma emergência aconteça. Se por acaso você for um astronauta e estiver em apuros - como, por exemplo, uma chuva de destroços de um satélite atingido por um míssil destruir sua nave e matar toda a sua tripulação - você só pode contar com você mesmo para poder se safar da morte certa. Você estará no ambiente mais hostil de todos. Seu oxigênio vai acabar eventualmente - talvez mais rápido do que possa imaginar. Você não tem um transporte para leva-lo de volta. Você não tem um bote salva-vidas. Você não nada a que se agarrar. Literalmente. Você está sozinho no vazio.

Aterrorizante? Sim. Muito. Essa é a premissa do melhor filme de ação / drama deste ano, escrito e dirigido pelo mexicano Alfonso Cuarón.

(Atenção: spoilers adiante!)

Erroneamente classificado em alguns lugares - aqui no Brasil, por exemplo - como ficção científica, esse magnífico drama de superação humana surpreende pela veracidade e detalhes com que é levada as telas a (fictícia) história da astronauta Ryan Stone (Sandra Bullock, em atuação de cair o queixo), que se encontra exatamente naquela situação descrita acima. Quando todas as forças do antagonismo parecem já ter sido usadas contra ela, o brilhante roteiro (também escrito pelo filho de Alfonso, Jonás, e por George Clooney) tira da manga mais uma situação para provoca-la e testa-la até as últimas consequências  Ryan tem duas escolhas: morrer ou viver. Ou melhor, se entregar ou lutar. E ela decide lutar. Ela decide viver. Mesmo com tudo conspirando contra seu sucesso.

Cuarón dirige essa obra-prima com tanta maestria que duvidamos por um instante que estamos assistindo uma obra de ficção e chegamos a acreditar que as cenas foram mesmo gravadas em órbita da Terra. Ok, pode parecer um exagero. Mas o jogo de câmera, alterando entre o ponto-de-vista da heroína (claustrofóbico) e ponto-de-vista do espectador mediante a imensidão do vazio (agorafóbico) nos leva para dentro da ação e nos prende na cadeira, tensos, quase sem fôlego, quase sufocados, como a própria Ryan, durante os 90 minutos da fita. A metáfora da criação da vida está imersa na estória, quando Ryan luta em um ambiente estéril para sobreviver, evoluir e renascer, e fica claro na cena de seu merecido descanso em posição fetal no interior protegido da Estação Espacial Internacional, ou mesmo antes, como um espermatozoide em busca do óvulo, quando ela precisa alcança-la e penetra-la para lá sobreviver, culminando com seu renascimento no lago, onde o módulo cai e inunda como um útero e ela precisa nadar até a superfície para respirar. 

Completam o elenco George Clooney, como o astronauta Matt Kowalski, e o estranhamente sumido das telas Ed Harris (aqui, ainda sumido, apenas empresta sua voz, interpretando o controlador de missão da NASA, uma possível homenagem a um de seus melhores papéis no cinema, o controlador Gene Kranz de Apollo 13).

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Mérito a quem é de direito


A greve dos professores do município do Rio de Janeiro, que já vai para mais de 60 dias, é um direito da classe e sua luta está sendo apoiada por toda a sociedade carioca e fluminense, muito mais por seu descontentamento geral com a quadrilha que (des)governa nossa cidade e nosso estado do que com as reivindicações do magistério. Dentre todas essas reivindicações, uma me chamou particular atenção essa semana: o SEPE (Sindicado Estadual dos Profissionais de Educação) é contra a meritocracia. Mas como assim?

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Velocidade Máxima


Na década de 1970, ou seja, no auge da popularidade da Fórmula 1, modalidade de automobilismo que ainda rende muita grana para as escuderias e seus pilotos, mas que anda meio em baixa por essas terras tupiniquins, uma dupla de pilotos foi responsável pelos momentos mais emocionantes do esporte, com uma rivalidade que se não extrapolava os limites dos circuitos, fazia dentro dele valer cada minuto parado na frente da TV acompanhando a corrida.  Infelizmente eu era recém chegado a esse mundo para ter qualquer memória dessas temporadas, só tendo mesmo começado a acompanhar as corridas na década de 1980, com Alain Prost, Nelson Piquet e o saudoso e eterno Ayrton Senna, que igualmente nos proporcionaram momentos extraordinários, de pura adrenalina e emoção nas pistas. Graças ao diretor Ron Howard, mediano e burocrático na maioria de seus filmes, mas que aqui mostra extrema competência, tanto na direção de atores como no posicionamento das câmeras, mostrando total controle sobre sua obra, pude conhecer James Hunt e Nicki Lauda, corredores cujo nome conhecia mas que nunca havia visto competir.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Top 10 filmes nacionais (na minha humilde opinião)

Todo mundo gosta de listas, não é? Todos os sites especializados e blogs afins tem suas listinhas de filmes, sejam de piores ou de melhores, por estilo, por diretor, por ator ou atriz... Enfim, sem muitas delongas, eu, como apaixonado por cinema e grande admirador e entusiasta da sétima arte aqui no Brasil, listo abaixo os dez melhores filmes nacionais (na minha humilde opinião). Sinta-se livre para dar sua opinião!

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Truque tão bom que engana o espectador


Não se deixe enganar, "NOW YOU SEE ME" ("Truque de Mestre - Os ilusionistas", aqui no Brasil), o mais novo membro da família "heist movies" (aqueles filmes sobre roubos mirabolantes em que nós nos pegamos torcendo pelo bandido) não é o filmaço que ele se vende ou que alguns críticos estão bradando. Sim, o filme é bom, é empolgante e divertido. Eu me peguei batendo palmas em algumas cenas, fascinado que sou com truques de mágica, excitado também com as cenas de ação de tirar o folego e extremamente bem dirigidas por Louis Leterrier e editadas por Robert Leighton e Vincent Tabaillon (prevejo uma indicação ao Oscar® nessa categoria). Mas ele se vende como sendo um dos roteiros mais inteligentes já filmados nos últimos tempos. Bem, em se tratando de Hollywood isso é até verdade.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Homem de Aço, filme de latão


Quando Christopher Nolam foi anunciado como produtor do novo filme do Super-homem (Superman é para os fracos), tendo inclusive convidado David S. Goyer, seu parceiro na sua trilogia Batman, para escrever o roteiro, os fãs do azulão foram a loucura, ainda mais quando não acreditavam que Zack Snyder pudesse sozinho ser capaz de ressuscitar na tela grande a carreira do maior super herói de todos os tempos. “Agora a coisa vai!”, bradaram todos. Mas a coisa, com o perdão do erro grosseiro, acabou fondo.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Belezinhas via Amazon Itália e UK: digibooks

Eis que da terra da lasanha e da terra da Rainha chegam três belezinhas, três livrinhos para a estante de blu-ray books: FULL METAL JACKET ("Nascido para Matar"), CANTANDO NA CHUVA e LES MISERABLES. Eis o vídeo:


Gostou? Seguem os links para adquiri-los nas Amazon! Vale lembrar que Les Miserables no Reino Unido vem com legendas em PT-PT, mas bem soft. Já na Itália, as legendas são em PT-BR.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Belezinhas via Amazon UK: Harry Potter Ultimate Edition 6

Eis que um item mui aguardado chega pra completar a coleção! Senhoras e senhores, com vocês, HARRY POTTER ULTIMATE EDITION 6, direto da terra da Rainha.



Interessou??? Olha ai todos os BDs disponíveis nos EUA:

   
   

Na Amazon do Reino Unido, bem mais em conta (lembre-se de que todo o material extra está em DVD região 2:


     

 (Atenção: A Ultimate Edition 7 é importada dos EUA!)

Ah, na UK ainda tem essa linda edição que aqui no Brasil está sendo vendido por uma bagatela de R$ 2000!!! Sim, isso mesmo! Ou seja, mesmo que você compre e seja taxado pela Dilma Receita Federal, vai sair beeeeem mais barato (menos da metade!).

quarta-feira, 19 de junho de 2013

O Outono brasileiro (o gigante acordou!)



Sim, o titulo desse post é uma clara referência ao movimento que ficou conhecido como "A Primavera Árabe", movimento este que nos países do oriente médio chegou a derrubar governos. Aqui, infelizmente, não acredito que cheguemos  tanto, mas que certamente já serve para abalar um tiquinho que seja a confiança dos que estão no comando. 

O povo brasileiro sempre foi conhecido por sua inércia mediante os abusos políticos cometidos no decorrer de cinco séculos de história. Somos um povo pacífico, dizem. Até demais. Salvo alguns momentos como a Revolta da Vacina no início do século XX, a luta contra a ditadura militar nos anos 1960 e 1970, as manifestações pelas diretas, em 1984 e o impeachment do presidente Collor, em 1992, culturalmente nós tentemos a aceitar as coisas passivamente. Afinal, tem carnaval todo ano e o campeonato brasileiro de futebol está aí desde a década de 1970! Fora a Copa do Mundo, de quatro em quatro anos! Pão e Circo (ok, mais circo do que pão) garantidos para apaziguar os ânimos, principalmente da grande maioria (propositada mete?) mal educada e mal informada.

Mas parece que não é mais o bastante! E já não era sem tempo!

As manifestações que se formaram nas redes sociais e saíram para as ruas em muitas capitais e outras cidades começaram com o aumento das passagens de ônibus (e metrôs, trens e barcas também), algo que a mídia logo tentou diminuir (afinal, são "apenas 20 centavos"!). Mas logo palavras de ordem contra os gastos excessivos com a Copa, principalmente com estádios, alguns dos quais já ano que vem serão verdadeiros elefantes brancos na sala, contra a corrupção crescente a olhos vistos, contra os altos impostos que não retornam em benefício a população foram se espalhando e a insatisfação geral e generalizada tornaram-se hinos nas passeatas que estão reunindo milhares, até mesmo fora do país!



Curiosamente, a imprensa em geral só começou a dar ouvidos e a divulgar com esmero as manifestações quando a truculência policial, que responde a ordem dos governantes, tomou conta das ruas, feriando gravemente até jornalistas e outros inocentes. Foi a gota d'água realmente para inflar mais ainda as manifestações e, infelizmente, inflamar o ódio de pequenos grupos dentre os milhares, grupos esses que, com infiltrados ou não (teoria da conspiração a toda!), aproveitaram para transformar as passeatas pacíficas em praças de guerra, com atos de vandalismos despropositados. Depredações contra o patrimônio público e privado passaram a ser vistos mundo a fora através da imprensa internacional e por pouco não desmoralizam todo o movimento. Esses babacas (com o perdão da palavra) não entendem que a ocupação do teto da Câmera dos Deputados e do Senado na segunda-feira foi um ato muito mais significativo e intenso do que tacar fogo em carros, em vans da imprensa, linchar policiais (que mal ou bem apenas obedecem ordens), pichar paredes históricas e destruir monumentos tombados.

O mais importante disso tudo, porém, é que o movimento não perca a força. Que a decisão de algumas prefeituras em já rever o aumento das passagens, embora seja uma resposta clara às manifestações, não enfraqueça a luta. É preciso levar a mensagem CLARA ao povão, que não entende porque os jovens (e nem tão jovens) estão indo as ruas, "atrapalhar sua volta para casa", já que ainda não é carnaval nem o país foi campeão na Copa. É preciso reivindicar sempre e não descansar até que o governo realmente trema nas bases e entenda de vez que ele está ali para nos atender, e não o contrário. Caso contrário, o circo da Copa  do Mundo no ano que vem tomará de vez de assalto o povo - em ano eleitoral, como sempre - e fará cumprir a máxima de que o brasileiro não tem memória, se esquecendo do quão importante está sendo esse final de outono brasileiro.

#vemprarua 

domingo, 9 de junho de 2013

O início de tudo

Em maio de 1983, mais precisamente dia 25, chegou aos cinemas dos EUA o terceiro e último filme da trilogia original de GUERRA NAS ESTRELAS ("Star Wars" é para os fracos!): O RETORNO DE JEDI, que só seria lançado em terras brasilis em outubro do mesmo ano (um intervalo inimaginável para os dias de hoje, onde a internet compete deliberadamente com o cinema). Mas você deve estar pensando que estou maluco e no mínimo sendo incongruente: se esse é o terceiro filme da franquia, ou melhor, trilogia, porque o título do post é "o início de tudo". Pois eu explico:

Em 1983 eu tinha sete anos de idade (faria oito em dezembro daquele ano) e não fazia a menor idéia do que era GUERRA NAS ESTRELAS. Minha experiência cinematográfica havia começado praticamente no ano anterior, quando fui assistir a E.T. - o Extra Terrestre (1982) no dia de seu lançamento, 25/12, no falecido e magnânimo cinema Riam, na praia de Copacabana. Antes disso, alguns desenhos animados (relançamentos de clássicos da Disney como Pinocchio e Bambi) foram motivo para meus pais me levarem ao cinema, mas nada que pudesse formar uma cultura cinematográfica por assim se dizer. Mas quando meu pai pegou a mim e meus irmãos e nos levou para o Roxy, em Copacabana também, assistir a esse flme que, segundo ele, seria a conclusão de uma história bem bacana, recheada de fantasia e ficção científica (esta uma paixão de meu pai), tudo mudou.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Faroeste do bom!


"Não tinha medo o tal João de Santo Cristo
Era o que todos diziam quando ele se perdeu...". 

Com esse verso se iniciava a música que se tornaria uma lenda no rock nacional. "Faroeste Caboclo", do Legião Urbana, contava a história do caboclo João, vindo da fictícia Santo Cristo, no sertão baiano, para fazer a vida em Brasília, onde se apaixonava por Maria Lúcia e por ela duelava com Jeremias, o traficante de renome que apareceu por lá.  Pois a opereta criada por Renato Russo finalmente chegou à tela grande pelas mãos do diretor René Sampaio, em seu primeiro trabalho para o cinema, sendo escrito por Marcos Bernstein (de "O outro lado da rua" e "Central do Brasil") e Victor Atherino ("Somos tão jovens"). 

De cara os fãs mais ardorosos vão chiar, já digo logo. O filme apenas se baseia na canção escrita em 1979 e que se tornaria sucesso no álbum "Que país é esse?" de 1987. O principal está lá: os personagens. O amor de João (Fabrício Boliveira) e Maria Lúcia (Isis Valverde, debutando no cinema, de onde nunca deve sair!) e a rixa com Jeremias (Felipe Abib), mote principal da letra, também. E, claro, Pablo (Cesar Trancoso), o primo peruano que vivia na Bolívia e muitas coisas trazia de lá. E só. O que de maneira nenhuma torna o filme ruim, muito pelo contrário! Sampaio conseguiu conduzir com extrema competência esse verdadeiro bangue-bangue brasileiro, com direito a trilha sonora e enquadramentos dignos dos melhores westerns spaghetti de Sergio Leone. Palmas para a fotografia de Gustavo Hadba e para a direção de arte de Tiago Marques; a caracterização da Brasília e das cidades satélites do início dos anos 1980 estava impecável. 

É provável que o filme faça muito mais sucesso por conta da nostalgia do público diante da canção / hino do que pelo próprio filme em si, o que não é demérito de maneira alguma, muito pelo contrário! Mas quem esteve fora do Brasil - ou do mundo - nos últimos 26 anos, e nunca ouviu a música do Legião Urbana, certamente vai se divertir bastante com um bom filme de ação.

Seria mais ou menos essa a notícia do duelo.



A letra de Faroeste Caboclo: http://letras.mus.br/legiao-urbana/22492/



quinta-feira, 23 de maio de 2013

This is Spartacus!




Pouquíssimas pessoas que gostam de cinema - e nem digo cinéfilos - e um pouquinho de história antiga já deve ao menos ter ouvido falar de Spartacus, o escravo que ousou se insurgir contra o império romano no século I antes de Cristo. "Eu sou Spartacus!" foi a frase imortalizada por Kirk Douglas no épico e cultuado filme SPARTACUS (1960), de Stanley Kubrick.  

A epopeia de Spartacus, cujo nome real foi apagado da história pelos romanos, curiosamente sobreviveu a sua derrota, pois serviu de alerta a Roma de que seu império em ascensão, forjado no regime escravocrata, não era incólume a revoltas e sua derrocada viria de seu âmago (como de fato ocorreu menos de cinco séculos depois).

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Entrevista com Eduardo Spohr, o Anjo literário brasileiro



Posso dizer com orgulho que sou amigo desta figura há mais de trinta anos e juntamente com ele cresci envolto nesse universo fantástico em que muitos garotos de nossa geração foi inserido, principalmente nos anos 1980, a partir de filmes como Guerra nas Estrelas (Star Wars é para os fracos), Indiana Jones, os Goonies, Willow, A lenda, e tantos outros. Isso sem falar na literatura, nos quadrinhos, nos jogos de tabuleiro, eletrônicos e RPGs, enfim, em todo o universo nerd disponível para nós. Enquanto os outros garotos da escola estava afim de jogar bola, nós, ao invés de querer tocar guitarra na TV, como Lulu Santos cantava,  inventávamos verdadeiras aventuras na hora do recreio, a imaginação correndo solta.

É com imensa satisfação que publico aqui uma entrevista exclusiva que esse agora autor internacional concedeu a esse modesto blog por conta do lançamento de "Anjos da Morte",  segundo volume da trilogia "Filhos do Éden".

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Deu a louca nos publicitários (2)

Dando continuidade a esse tópico, vou "analisar" agora a nova campanha do Bradesco Seguros: o "vai quê?".

O que devemos levar em consideração aqui é o que é um seguro? quem o contrata e para quê? Qual seu objetivo? Obviamente, ninguém contrata um seguro, qualquer que seja ele, esperando que de fato vá usa-lo. Mas... vai que precisa, não é? Com essa premissa - simples até - a Bradesco Seguros trouxe uma das mais criativas campanhas da TV nos últimos anos. Mas - sempre tem um mas - infelizmente um dos filmes peca pelo excesso e traz uma infame paródia de Missão: Impossível. Mas não bastasse isso, essa paródia, por assim se dizer, nada tem a ver com o produto vendido. 

A cena é a seguinte: uma senhora grávida entra num elevador panorâmico onde está lá um senhor que logo pergunta: é menino ou menina? Está disparado o gatilho para um frenesi que se forma com direito a agente pulado de helicóptero, quebrando vidros, invadindo de cabeça para baixo o elevador para escanear a barriga da moça e informar a todos interessados que vai ser um menino. E que vai ser advogado!

Bem, se a moça não abortou com o susto certamente essa criança terá futuro!

Agora, alguém por favor explique o que isso tem a ver com a contratação de um seguro? qualquer que ele seja? Talvez um seguro contra loucos que pulam de helicópteros e invadem elevadores panorâmicos ao menor sinal de uma pergunta inocente....

Eis a pérola, para quem não a conhece:
 

terça-feira, 30 de abril de 2013

Belezinhas via Amazon: Harry Potter Ultimate Collection (5 e 7)

Pois é, mais duas belezinhas chegaram esse mês, ambas da Amazon do Tio Sam, ambas via "Cunhado Express". Com vocês, HARRY POTTER 5 e 7 ULTIMATE EDITIONS!



Gostou? Clique nos links abaixo e garanta o seu! Lembre-se de que a Amazon dos EUA está cobrando quase 98% de impostos antecipados, mas a entrega é expressa. Caso prefira economizar, opte pelos sellers que enviam para o Brasil. Todas as edições de Harry Potter Ultimate Edition nos EUA (exceto a 1) possuem áudio e legendas em português brasileiro.


   
   

Se preferir optar pelos Ultimate Edition do Reino Unido, seguem os links diretos abaixo. Todos são legendados no nosso idioma. Mas lembre-se de que os discos de extras em DVD são em PAL e travados para região 2. A edição 7 não foi lançada no Reino Unido ainda.





Você também poderá optar pelo pack com todos os filmes em um lindo digistack.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Reflexões sobre a maioridade penal



Entra ano, sai ano, a discussão sobre a diminuição da maioridade penal no Brasil, de 18 para 16 anos, entra em voga. E sempre que há um crime brutal envolvendo adolescentes (sendo o mais recente o assassinato de um estudante em Minas Gerais, na porta de casa, por um criminoso que faria 18 anos no dia seguinte ao delito).

No Brasil, há 23 anos, os delinquentes menores de 18 anos se apoiam num absurdo chamado ECA, ou Estatuto da Criança e do Adolescente, ou Lei 8069, que diz que menores de 18 anos são incapazes de responder criminalmente por seus delitos, tendo como punição apenas medidas sócio-disciplinares. Ou seja, menores de idade, segundo essa lei, não podem discernir o certo do errado, o bom do ruim. Ora, balela! Qualquer criança bem educada do mundo sabe o que é certo e o que é errado. Qualquer criança que não tenha um desvio de moral psíquico (sim, psicopatas já nascem psicopatas, não há nada que se possa fazer para cura-lo), que tenha sido educada pelos pais e tendo educação complementar na escola sabe que roubar, matar, estuprar, torturar é errado. E sabe que para todo ato há consequências. Fez algo errado? castigo. Simples assim. Então, por que no Brasil o governo cisma de passar a mão na cabeça de jovens criminosos como se fossem inocentes?

terça-feira, 9 de abril de 2013

Belezinhas via Amazon (UK): How to kill a mockingbird

Eis que mais uma belezinha chega da terra da Rainha, dessa vez mais uma edição em formato livrinho da coleção em comemoração aos 100 anos da Universal. "How to kill a mockingbird", a.k.a. "O sol é para todos", traz Gregory Peck no papel de um advogado que defende um negro acusado de ter matado um branco no sul racista dos EUA. Esse papel lhe rendeu o Oscar em 1963, sendo que a fita levou ainda o prêmio de melhor roteiro adaptado e melhor direção de arte em preto e branco (concorreu ainda nas categorias diretor, filme, atriz coadjuvante, fotografia em preto e branco e trilha sonora original). 

Sem delongas, eis o vídeo:


Gostou? tái o link para essa edição!

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Metrô dos Sonhos do Rio (1o. de abril)


Seria muito bom se esse post não fosse uma mentirinha de Primeiro de abril. Os cariocas (e fluminenses de cidades vizinhas) um dia poderiam ter um sistema metroviário desses de dar inveja a qualquer... qualquer carioca, visto que das grandes e mais importantes metrópoles do mundo o Rio é a única delas que esse sistema tão importante de transporte de massa é motivo de piada.

Eis o sonho (clique para ampliar):


Novamente, devo lembrar aqui que não sou engenheiro; apenas um entusiasta desse que é sem dúvida o melhor meio de transporte urbano de massas que existe. Nossos (des)governos estadual e municipal, com o rabo preso na máfia das empresas de ônibus do Rio de Janeiro, empurram com a barriga há anos esse projeto, que deveria ser levado a sério mais do que nunca agora.

Leia também:

segunda-feira, 25 de março de 2013

Belezinhas via BRASIL!: Star Wars - A Saga Completa (blu-ray)

De vez em quando, no Brasil, temos uma surpresa boa como essas; um lançamento com qualidade colecionística e uma eventual promoção! Sem delongas, assistam ao vídeo!




Gostou? O preço (pelo menos na data da publicação deste post) já não é mais esse. Na LIVRARIA CULTURA está sendo vendido a R$ 209,00. Basta clicar aqui.

Agora, caso queria comprar lá fora, seguem os links para as Amazon dos EUA e do Reino Unido, lembrando que nos EUA há a cobrança antecipada de impostos (mas você pode pesquisar com sellers que enviam para cá, e aí sem cobrança antecipada). Na UK é bom lembrar que ainda há um desconto de 20% sobre o valor do produto no fechamento do pedido.

 
 

quarta-feira, 20 de março de 2013

Deu a louca nos publicitários

Vou aqui iniciar uma série de posts sobre o mercado publicitário brasileiro e suas pérolas, principalmente no veículo TV, que consegue hoje penetrar em praticamente todos os lares do Brasil, país que, inclusive, é berço de vários dos publicitários mais aclamados do mundo, com prêmios em diversos festivais, como Cannes.

Infelizmente, claro, nem tudo são flores nesse mercado tão competitivo e milionário. Se por um lado já tivemos campanhas premiadas como a famosa "O primeiro sutiã a gente nunca esquece", da Valisère, de 1987 (quem tem mais de 30 anos certamente se lembra), por outro lado temos várias, mas várias pérolas do mal gosto e do non-sense.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Carnívoro não, onívoro, por favor!


De algumas semanas para cá, sempre que há uma oportunidade, me vejo dentro de uma (inútil) discussão (com tons de agressão algumas vezes!) sobre nossos hábitos alimentares. De um lado os árduos defensores da dieta carnívora; do outro, os (muitas vezes chatos) vegetarianos, pregando as vantagens de sua dieta cuja fonte de proteína é um grão.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Belezinhas via Amazon-De: Jurassic Park Special Edition

Vindo direto da terra da Octoberfest e do Chucrute, uma edição muitíssimo especial da trilogia dos dinossauros do tio Spielberg. Digipack com os três filmes mais as (totalmente dispensáveis) cópias digitais, dois pôsteres, lanterninha, cards e um livreto de capa dura com informações (em inglês) sobre os filmes, tudo isso acondicionado numa lindíssima caixa de madeira forrada com palha. 

Sem mais delongas, eis o vídeo:



Gostou? Seguem links para edições de Jurassic Park pela Europa, todos legendados em português de Portugual. O primeiro é só o filme de 1993. O terceiro é uma lindíssima edição, semelhante a que eu apresentei, mas com a miniatura do T-Rex.:

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Vôo rasante

Os primeiros 20 minutos (mais ou menos) de qualquer filme são essenciais para que o público entenda e compre a história. Isso é um fato praticamente certo e ensinado na primeira aula de roteiro em qualquer curso ou escola de cinema. Em "O VÔO", o roteirista John Gatins leva essa premissa tão a sério que facilmente conhecemos os personagens e sabemos quais serão suas reações ao longo dos 100 minutos seguintes. Whip Whitaker (Denzel Washington, mais uma vez em excelente atuação, que lhe rendeu até uma indicação ao Oscar esse ano) é um piloto  comercial veterano, extremamente competente e seguro de seus atos mas que tem problemas com bebidas e drogas. Eles não é simplesmente um pinguço que dá uma cafungadinha (desculpem o palavreado chulo) de vez em quando; ele é alcoólatra inveterado, mas tão seguro de sim, que é capaz de decolar uma aeronave em meio a uma tempestade tropical ainda de ressaca.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

As vantagens de se assistir um bom filme

Você já viu essa figura. Ele é o seu colega de escola quietinho, tímido, que senta - ou sentava - a seu lado na sala, mas você nunca soube seu nome. É aquele cara que, se vai a uma festa, fica ali no cantinho, bebendo um refri, apenas olhando o movimento, e nunca interage com os outros, nem faz qualquer esforço para isso, muito menos para ser notado. É um adereço na decoração apenas. Uma flor na parede. Invisível. E ele está legal com isso. Ao contrário dos colegas que buscam a todo custo ser populares, ele foge do radar. E conta os dias para que o martírio de ter que ir a escola no ensino médio - no caso dos americanos, o High School - termine e ele possa seguir com sua vida. Esse é o personagem Charlie (Logan Lerman) no excelente "AS VANTAGENS DE SER INVISÍVEL", tradução livre para "The perks of being a wallflower", dirigido e escrito por , baseado em seu livro de grande sucesso.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Maravilhosa aula de história - e política

Abraham Lincoln foi o décimo sexto homem a presidir aquele que viria a ser a maior potência política, econômica e bélica mundial do século XX. E é considerado o maior (até mesmo pela altura) e mais sábio de todos eles, até hoje. Vindo de uma família humilde, esse homem, praticamente analfabeto até o início da idade adulta, formou-se em direito e após passagem pela câmara dos deputados pelo estado de Illinois e também pelo senado, foi eleito presidente daquela nação, tendo liberado o país durante a sua maior crise: a Guerra Civil, evento responsável pelo maior número de norte americanos já mortos em uma guerra.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Tarantino Livre

Quentin Tarantino é um cineasta que conseguiu imprimir sua assinatura em Hollywood nos anos 1990 com filmes onde a violência gratuita é um personagem a parte, mas nunca deixando de lado um fator importantíssimo para qualquer história: o roteiro e seus personagens. Tarantino sabe como poucos contar uma boa história e domina magistralmente a arte do diálogo, por um motivo único apenas: ele ama seus personagens como se fossem seus filhos e sabe exatamente como cada um deles deve falar e se comportar em cena. Filmes como "Cães de Aluguel" e "Um drink no inferno" foram apenas prelúdios de uma carreira em constante ascensão, que já brindou os fãs da sétima arte com pérolas como "Pulp Fiction" e "Bastardos Inglórios". Em "Django Livre", seu mais novo trabalho, Tarantino, presta clara homenagem aos clássicos diretores  John Ford e Sergio Leone, entre outros, que moldaram seu gosto pela sétima arte e o ajudaram a criar esse seu universo particular.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Belezinhas via Amazon UK: Alfred Hitchcock Masterpiece Collection

No primeiro post do ano sobre as belezinhas que eu compro lá fora, apresento a vocês a única compra que fiz na Black Friday de 2012: THE ALFRED HITCHCOCK MASTERPIECE COLLECTION, direto do Reino Unido (e devidamente taxado).


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Argo

O cinema hoje em dia anda carente de bons roteiros, é fato. E carente de bons diretores que possam fazer esse roteiro ser bem filmado. No caso de ARGO, a surpresa maior é que, além de um excelente roteiro escrito pelo estreante em longas Chris Terrio, o filme conta com a direção precisa (e injustamente fora da disputa do Oscar deste ano) de Ben Affleck. Sim, isso mesmo! Se como ator o rapaz é um canastrão de marca maior (mesmo com alguns acertos, como quando interpretou George Reeves, protagonista suicida do seriado do Super-Homem dos anos 1950, no filme "Hollywoodland"), atrás das câmeras ele vem mostrando muita competência.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Nostalgia (bem) animada

O mundo do Fliperama - ou árcades - não é mais o mesmo. Surgido nos anos 1970, a princípio com jogos de pinball e similares, logo logo ele revolucionou o conceito de parque-de-diversão, atingindo seu auge no final daquela década com os jogos eletrônicos que virariam mania mundial, como Pac Man e Space Invaders, e confinando crianças e adolescentes (ok, e muitos adultos também) num ambiente escuro e fechado, similar os cassinos, onde não se via  a hora passar.  Com o advento dos videogames caseiros e sua constante evolução a partir dos anos 1980 (com o clássico ATARI batendo recordes de vendas mundo a fora), os Árcades tiveram que se reinventar, investindo em mais jogos com mais qualidade, mais adrenalina, mais realismo. Jogos antigos foram sendo desligados conforme a procura por eles foi decaindo e hoje sobrevivem graças em boa parte a um sentimento nostálgico vindo dos pais que levam seus filhos pequenos a esses parques "in door".

sábado, 19 de janeiro de 2013

Uma jornada mal aproveitada

Estou de volta de férias e meu primeiro post do ano será sobre um filme do ano passado, mas o primeiro que assisti nesse "pós-apocalipse". O HOBBIT - UMA JORNADA INESPERADA, de Peter Jackson.

Não ficarei de rodeios e direi logo: não gostei muito do filme. De fato, eu até dormi durante a sessão (uma boa cochilada de uns 10 minutos). Para quem, como eu, esperava algo no nível de "O RETORNO DO REI", com que o mesmo diretor nos presentou há 10 anos, sim, houve muita frustração. Não que o filme seja ruim; ele até diverte e se presta ao que o livro do qual ele foi em parte inspirado se propôs: divertir as crianças.
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