segunda-feira, 31 de março de 2014

Não nade com tubarões


Na semana passada (mais precisamente dia 27/03), foi divulgada uma pesquisa que dizia que cerca de 65% dos brasileiros (homens e mulheres) considerava merecedoras de serem violentadas as mulheres que usavam roupas provocantes. Absurdo do machismo, não? Claro! A roupa que uma pessoa veste não faz dela culpada ou merecedora de uma violência contra seu corpo e sua alma! Mas sim, a faz mais vulnerável. E por isso me pergunto: sabendo estarem vivendo um país com esse tipo de mentalidade, e também repleto de psicopatas, bandidos e estupradores em potencial, por que alguma mulher se arriscaria a sair na rua de maneira extremamente provocante?

Essa questão eu levantei no Facebook e prontamente fui atacado por todos os lados pelas feministas de plantão - e muitos advogados. Fui taxado de machista, porco chauvinista. Daí para baixo. Mas com certa sutileza, visto que os que "atacaram" eram meus amigos ou conhecidos.

A verdade é que fui mal interpretado. Como eu disse acima, ninguém, NINGUÉM, merece ser estuprado, seja mulher, seja homem, seja criança. Aliás, principalmente uma criança. Mas, repito, se moramos nm país como esse, em que mais da metade da população dos pesquisados acredita que uma mulher merece ser estuprada por usar roupas provocantes, por que alguém se arriscaria a se vestir assim? Não seria o mesmo que se arriscar a nadar com tubarões? Não seria o mesmo que atravessar uma movimentada avenida fora da faixa, com o sinal aberto? Não seria o mesmo que ostentar jóias e aparelhos eletrônicos caríssimos e andar por um bairro ermo a noite? Não seria o mesmo que subir uma favela em meio a um tiroteio entre policiais e traficantes? Para mim isso é tão claro...

Essas comparações foram devidamente rebatidas por meus opositores. Tubarões, por exemplo, são animais irracionais e matam para comer, inconscientemente. Podem até não te comer se você nadar junto a eles, mas é um risco que você corre. Da mesma forma disseram que para evitar a violência urbana (atropelamentos, assaltos) então deveríamos nos trancafiar em casa, porque correríamos menos riscos. Mas isso é óbvio, não? Mas evitamos sair de casa? Não! Saímos porque queremos e precisamos. E rezamos para que papai do céu nos traga em segurança para casa, uma vez que as autoridades não fazem bem seu papel no policiamento ostensivo e mesmo preventivo. Todos estamos passíveis de sermos assaltados, de enfrentarmos um caos no trânsito, sermos atropelados, assaltados, vítimas de bala perdida. Mas nos precavemos contra isso tudo, não? Se saímos, procuramos lugares e caminhos mais seguros (ou menos violentos), olhamos para os lados para atravessar a rua, não falamos com estranhos (minha mãe pelo menos sempre me ensinou isso). Por que seria demais esperar que uma mulher - inteligente e sabedora dos riscos que corre numa sociedade doente e machista como essa indicada pela pesquisa - se "comportar" (atenção para as as aspas, por favor!)  de modo a chamar menos atenção? Sim, a responsabilidade é do governo em promover a segurança pública dos cidadão de bem. E devemos exigir sempre esse direito! Mas devemos também sempre zelar por nossa segurança, nossa sobrevivência. Isso é até instintivo!

"Ah, mas mulheres de burca são igualmente estupradas nos países muçulmanos!", bradaram para mim. "Mulheres vestidas com camadas e camadas de roupa na Índia sofrem estupros coletivos!", outros disseram. E é verdade! assim como senhoras de 70 anos também são estupradas aqui e em outros lugares mundo afora. Crianças são estupradas! Isso indica claramente que a culpa do estupro está loooooonge, bem longe, de ser da roupa ou do comportamento de uma pessoa. O que caracteriza o estupro é o poder. Sim, o poder. A força do mais forte contra o mais fraco. Um pedófilo, por exemplo, não pega o primeiro menino ou menina que vê num parquinho. Ele escolhe o mais frágil, aquele que não vai gritar, aquele que parece mais ingênuo. Dentro do seio familiar, onde ocorrem muitos casos de violência sexual contra crianças, é sempre aquela mais fraca que é a vítima. É a mais VULNERÁVEL.

VULNERABILIDADE é a palavra em questão. Estupradores buscam os mais VULNERÁVEIS entre suas vítimas. Se na Índia ou no Paquistão mulheres de burca são estupradas é porque nesses países a mulher é vista como um ser extremamente inferior, que existe apenas para servir o homem. Então pouco importa a roupa que ela veste. Aqui, como em todos os países do ocidente, mulheres têm a liberdade de vestirem como querem. O que é EXCELENTE! Com o calor que aqui faz no verão, é óbvio que mulheres tendem a se vestir com menos roupa. Um short, uma blusinha, Havaianas. Qual o mal disso? Nenhum! Há, por outro lado, shortinhos, blusinhas e decotes que são considerados vulgares. E vulgaridade, desculpem as feministas de plantão, não faz ninguém mais sensual. Muito pelo contrário! Mas, novamente, repito, tampouco faz-se merecedor de ser estuprado. Mas certamente ela vai chamar muito mais atenção dos psicopatas de plantão, tornando-a um alvo mais fácil, mais vulnerável (vulnerável na percepção do estuprador). E antes que me perguntem o que é se vestir de maneira vultar, desculpem, cada um pode ter a percepção que quiser; não vou dar a cara-a-tapa aqui por conta de achismos. 

A verdade é que cada um deve zelar por si. Mais que uma questão de escolha, é uma questão de bom senso. Eu, por exemplo, nunca me arriscaria a nadar com tubarões.

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LINK para a reportagem no G1.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Sonhos não envelhecem

A maior surpresa do ano nos cinemas, até agora, na humilde opinião desse que vos escreve é o mais novo filme do cineasta Alexander Payne, NEBRASKA. Como em seus filmes anterioes, OS DESCENDENTES e SIDEWAYS, Payne foca no homem comum, na simplicidade da vida, na alma humana, para contar uma história de superação, reflexão sobre o real sentido da vida e, por que não?, redenção.

terça-feira, 11 de março de 2014

Drone de elite do futuro

Quando foi anunciado que o diretor José "Tropa de Elite" Padilha assumiria a direção do remake de Robocop, clássico oitentista dirigido pelo holandês Paul Verhoeven, muitos torceram o nariz, muito menos pela capacidade do brasileiro em dirigir um blockbuster hollywoodiano, e mais pela qualidade do que viria por ai, já que outros remakes de filmes americanos de Verhoeven foram terríveis em público e crítica (vide o nefasto e totalmente desnecessário "Vingador do Futuro", de 2012).

Mas Padilha estava na crista na onda, havia levado mais de 10 milhões de brasileiros ao cinema (hábito pouco comum em terras tupiniquins, ainda mais para um filme brasuca), e estava bem na fita dos produtores e distribuidores internacionais, desde que seu "174" estreou e foi elogiadíssimo em festival de cinema mundo afora. Ele teve bala na agulha para decidir e fazer o filme que ele queria.

sábado, 8 de março de 2014

Belezinhas via Amazon: Spartacus (Gods of the Arena | Blood and sand)

Mais uma belezinha - a primeira do ano! - chegou de lojas Amazonenses para mim! Dessa vez, da Amazon dos Estados Unidos, através do Market Place, uma compra que fiz na Black Friday do ano passado e que só agora a querida RF liberou!

SPARTACUS: GODS OF THE ARENA chegou para alegrar a estante e fazer companhia ao irmão SPARTACUS: BLOOD AND SAND, que mostro também no vídeo.



O Youtube bloqueou meu video origianll, onde eu incluia o trailer do seriado também. Alguma coisa a ver com direitos autorais. Bullshit! Em todo o caso, segue o trailer de Blood and Sand. Deleitem-se com as imagens!



Veja também:

CLÁSSICO "SPARTACUS", EDIÇÃO DIGIBOOK:
Claro que Poggi!: Belezinhas via Amazon-UK: Spartacus Especial ...

MINHA CRÍTICA PARA O SERIADO SPARTACUS:
Claro que Poggi!: This is Spartacus!


Seguem os links para as edições de SPARTACUS na Amazon:




 

sábado, 1 de março de 2014

Desejo e reparação


Ron Woodorf era um malandro mulherengo, eletricista e peão de rodeio eventual. E era extremamente homofóbico (para usar um termo em voga hoje em dia). Seu mundo vem abaixo quando é diagnosticado soro positivo, afinal, era uma doença de gays e ele odiava gays! O ano era 1985 e lhe deram 30 dias de vida. Mas ele teimou em viver muito mais que isso, contrariando todas as expectativas, tanto quanto ao andamento da doença, quanto a sua disposição de lutar contra ela.
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